Espaço Ubunto

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Plenária do Projeto Quilombo Central decide estratégica do evento
As Coordenações de Diversidade Cultural e de Culturas Populares - setores da Diretoria de Cidadania Cultural da Secretaria de Estado da Cultura/RS (DCC/Sedac), em ações compartilhadas com os demais órgãos de governos municipais, estadual, federal e sociedade civil organizada, realizaram, ontem, 13/10 a plenária geral na Assembléia Legislativa para encaminhar as planilhas do evento.

A Plenária encaminhou as diretrizes do evento apontando as ações integradas entre as organizações do poder público e das ONGs (Organizações Não Governamentais), grupos culturais e ativistas sociais, que juntos vão celebrar o Mês da Consciência Negra e colocar o Estado do Rio Grande do Sul no calendário mundial do Ano Internacional dos Afro-Descendentes.

As três Comissões constituídas definiram suas reuniões semanais: Comissão de Cultura - reúne às segundas-feiras, a Comissão de Comunicação - se reúne às quartas-feiras e as Plenárias com todas as comissões que integram a Comissão Executiva fazem seus encaminhamentos todas as quintas-feiras.

Informações complementares do Projeto Quilombo Central:

= Referendar o espaço do Largo Zumbi dos Palmares como um Território Étnico-racial;

= Criar um espaço de referência da cultura étnico-racial para o Estado do Rio Grande do Sul;

= Referendar o Quilombo Central no Largo Zumbi dos Palmares, como um espaço a ser potencializado nos Eventos que acontecerão em Porto Alegre como o Fórum Social Mundial, Copa das Confederações e a Copa do Mundo;

= Preparar a sociedade e a comunidade negra de Porto Alegre para a instalação física definitiva do Quilombo Central como um espaço multidisciplinar da cultura negra do Estado do Rio Grande do Sul.

CONTEXTUALIZAÇÃO:

Caracterização do segmento, bairro e a comunidade beneficiária:

O Bairro Cidade Baixa correspondia, inicialmente, a toda a área situada ao sul das muralhas da cidade. Zona Alagadiça, às margens do Guaíba e do Riacho (atualmente Arroio Dilúvio), passou a ser urbanizada por volta de meados do século XIX. Antes disso, constituía-se de região com denso matagal, também denominada “Emboscada”, em virtude da forte presença de escravos fugidos, que, nessa área podiam resistir aos seus perseguidores escondendo-se no local e organizando emboscadas.

O arruamento iniciou-se pelas ruas que cruzavam o bairro externamente, fazendo ligação com Azenha, Menino Deus e zona sul em geral. O que podemos chamar de interior do bairro, era constituído de chácaras que, ao longo do tempo, foram sendo loteadas. Daí a origem das quadras grandes da Cidade Baixa, mesmo já passado mais de um século do fracionamento dos terrenos.Zona insalubre e alagadiça, a região não era propícia à moradia das famílias da elite porto-alegrense. Moravam nela, principalmente as famílias pobres e afro-descendentes. Essa origem popular e negra da Cidade Baixa nos faz compreender a força das manifestações culturais africanas como as casas de culto africanista, ainda hoje fortes na Cidade Baixa e o carnaval. Assinale-se que a Rua Lopo Gonçalves, serviu para residência do lendário Príncipe Custódio, de família africana nobre e grande liderança dos cultos afro-brasileiros.

Foi a partir do final da década de 50, que a fisionomia da Cidade Baixa, com seus prédios baixos e direcionados à habitação familiar, vai cedendo espaços para ocupação mais intensiva, com prédios de maior altura, maior diversificação da rede de serviços.

Resumo da reunião do GT de Comunicação (Encontro do dia 12/10)

Resumo da Reunião do GT de Comunicação do (dia 11 de outubro, terça-feira):

A reunião teve inicio às 16h na Associação Mocambo, Avenida Loureiro da Silva (em frete o Largo Zumbi dos Palmares), Porto Alegre, e contou com a presença de: Emir da Silva - TVE, Paulo Cesar - Rede Mocambo, Cauê - Coletivo de Acesso aos Meios de Comunicação, Jairo Luís Brum - Coletivo de Negros dos Correios (CONCOR), Luís Pires - Assembléia Legislativa, Maria Elaine - Associação Mocambo, Flávio Teixeira - Museu do Percurso Negro e Associação de Software Livre e João Prudêncio - Sedac. Foi tirados os seguintes encaminhamentos:

1) - Cobrar (COM URGÊNCIA) a grade de programação do evento, que deve estar à disposição da Comissão de Comunicação até o dia 13/10 na Reunião da Comissão Executiva;

2) - Produção do Teeser do Evento Quilombo Central para as primeiras chamadas nas mídias integradas do evento;

3) - Definição do Plano estratégico de comunicação para a cobertura do evento;

4) - Cobrar das demais comissões e GTs do Projeto Quilombo Central suas propostas de programações e ações no evento para flexibilizar os processos de divulgação nas redes sociais;

5) - Determinar com a Comissão Organizadora do Projeto Quilombo Central um texto conceitual (release) para socialização nas redes sociais;

6) - Determinar com a Comissão Executiva do eventos o funcionamento da estrutura do Projeto, acerca das formas de acesso de públicos e de grupos culturais;

7) - Cobrar (COM URGÊNCIA) das representações de governos municipais, estadual e federal a definição dos materiais (especialmente a produção da “identidade visual” de responsabilidade do departamento de publicidade do estado) que se comprometeu com geração das peças gráficas do evento.

Um abraço fraterno!

Vamos caminhar juntos!

Prudêncio

Griô em comunicação social, Direitos Humanos e Cidadania
Assessor da Coordenação da Diversidade Cultural
e da Coordenação de Culturas Populares
Diretoria de Cidadania Cultural
Secretaria de Estado da Cultura do RS
Av. Borges de Medeiros nº 1501 - 19º andar
CEP: 90119-900 - Porto Alegre/RS
Fone: 3288 7519 / 3288 7520 / 9144-6426
joao-prudencio@sedac.rs.gov.br
 
www.cultura.rs.gov.br

UTOPIA
"Ela está no horizonte...
Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos.
 
Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.
 
Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei.
Para que serve a utopia?
Serve para isso: para caminhar"
Eduardo Galeno


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